Ao longo da minha vida, tenho
sempre orientado a minha atuação cívica e associativa para os jovens. A razão
de ser desta minha orientação, não se prende com o simples facto de eu, com os
meus vinte anos, me enquadrar ainda nesta quadra da vida que denominamos de
juventude. Esta orientação prende-se com uma razão maior. A razão, é a simples
crença que os jovens portugueses têm em si, um potencial tremendo para grandes
feitos. Eu acredito que nós jovens podemos ser a solução em vez de parte do
problema, podemos representar a ação em vez da inércia e podemos ser a
criatividade e inovação neste Portugal em manutenção e subsistência.
Eu acredito, que é não só a irreverencia mas
também a vontade de trabalhar por causas nobres e transversais à comunidade, que
pautam os jovens de hoje. Bem sei que tal facto pode não estar à vista de todos
nós e que é uma luta constante fazer os jovens aperceberem-se deste seu imenso
potencial, contudo, é uma luta das quais não nos podemos demitir. Enquanto a
razão desta insistente e persistente luta de consciencializar os jovens para a
sua participação na comunidade não se desvanecer, a luta jamais acabará e nós
jamais desistiremos. O Papa Francisco, no seu discurso de dia 25 de Julho,
orientado para a juventude do Rio de Janeiro reforça esta ideia quando disse:
“Também para vocês e para todas as pessoas
repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar.”
repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar.”
Os jovens de
hoje, na sua generalidade, alienaram-se da crise e dificuldades do país. Apesar
de esporádicas manifestações e saídas à rua, os jovens recusam-se a sair da sua
área de conforto e a lutar por um Portugal, mais justo, coeso e solidário. Os
jovens, estão desinteressados, demitiram-se da participação cívica e limitam-se
a viver segundo os seus antigos hobbies, muitas vezes provenientes de importações
culturais.
Os jovens, apesar
desta imagem de laxismo e desinteresse, podem ser e fazer muito mais. Hoje a intervenção
cívica não passa só pelas juventudes partidárias, o voluntariado, o
associativismo, são hoje realidades em franco desenvolvimento quem têm e devem
ser mais exploradas. É inegável que Portugal precisa de mudar, é inegável que
todos queremos um novo rumo com mais opções e melhores qualidades de vida. Se
assim é, todos nós temos de participar nesta mudança. Todos nós temos de
prestar o nosso contributo. E não pensemos que por ele ser pequeno não interessa
ou é escusado. Pois como dizia Edmund Burke:
“Ninguém cometeu maior erro do
que aquele que nada fez só porque podia fazer muito pouco”.