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domingo, 30 de setembro de 2012

Um debate (in)evitável

A minha intolerância manifesta-se com mais e mais veemência, com o acumular de tudo o que passa no país e é demostrado na comunicação social. Pergunto-me se as pessoas que se manifestam contra este Governo e contra a Troika sabem o porquê do País estar neste estado? Aliás, não vejo o porquê de não de elencar algumas questões, na tentativa de consciencializar algumas mentes iludidas.
 
Comecemos…
 
Sabia que este modelo de Estado Social foi criado numa altura em que havia 28 idosos por 100 jovens e que hoje existem 119 idosos por 100 jovens?
 
Sabia que em 1970 havia cerca de 250.000 pensionistas e hoje há para cima de 3.500.000?
 
Sabia que as despesas com a segurança social em 1970 eram 2.9% do PIB e em 2010 eram de 13.4%?
 
Sabia que 1970 estávamos a crescer cerca de 6% do PIB e hoje a nossa economia simplesmente não cresce?
 
Sabia que o índice sintético de fecundidade era 3.0% em 1970 e hoje é 1.32% ?
 
Sabia que a corrupção em Portugal têm aumentado muito ao longo dos tempos e que 57.9% dos processos de corrupção são arquivados por insuficiência de indícios probatórios quanto ao crime? Sabia que parte da culpa do aumento da corrupção é dos cidadãos que se demitiram da política e do seu consequente dever de intervir no processo político?
 
Sabia que a Bélgica afirmou não ter condições para apresentar oito estádios para o Euro 2000 e a opção foi unir-se à Holanda, contribuindo cada país com quatro? Sabia que o nosso PIB, era inferior ao dos países em questão e construímos 10 estádios para o euro 2004 e que muitos desses estádios estão agora à venda?
 
Sabia que os altos juros da dívida que teremos de pagar ao credores, são fruto do descrédito financeiro em que o nosso pais entrou depois das sucessivas política do Eng. José Sócrates?
 
Sabia que foi em 2007 durante o governo do Sr. Engenheiro, que foi criada a Parque escolar? E que em 2011 o Tribunal de Contas estimava que esta empresa teria contraído mais de 1.150 milhões de euros de dívida, porque o ministro Teixeira dos Santos nunca fixara limites de endividamento?
 
Sabia que o pass sub23 do Metropolitano de Lisboa chegou a custar 30 cêntimos por dia e que agora custa 1.16 cêntimo e apesar disso a empresa vai continuar a dar prejuízo?
 
Sabia que o nosso salario mínimo, as reformas, os subsídios nunca corresponderam ao que de facto poderíamos receber de um estado que se encontra moribundo?
Sabia que até 2014 o Estado Português se encontra vinculado ao memorando com a Troika que têm de cumprir se quer equilibrar as suas contas públicas? Sabia que a hipótese de “mandar a troika fora” do ponto de vista financeiro seria uma catástrofe, que poderia levar à nossa saida do Euro?
 
Sabia que muitas das medidas hoje implementadas, constam no memorando da Troika? Sabia que do cumprimento desse memorando e da implementação dessas medidas depende o nosso financiamento?
 
De facto, estas questões dão que pensar. O povo português revolta-se e manifesta-se contra a Troika, porque nos estão a sustentar! E revolta-se contra o governo porque está a cortar, no que durante anos nunca ninguém teve a coragem de cortar! Ninguém gosta de austeridade, ninguém gosta de perder os benefícios, de ser cortado nos salários ou de ver os impostos aumentar, contudo chegou a altura de cortar e de se parar com a política do gastar mais do que temos! Como certamente percebemos o modelo do keynesianismo esgotou-se, precisamos de novas soluções e de um novo modelo de estado! Precisamos desta discussão, mais do que todas as que se têm tido em Portugal nos últimos tempos!
-ministro Mário Soares teve de pedir ajuda ao FMI para pagar as contas? Onde estavam vocês quando, em 1983, o primeiro-ministro Mário Soares pediu empréstimo ao FMI, aumentou impostos e desvalorizou o escudo sem fazer as necessárias reformas estruturais? Onde estavam vocês quando, depois da entrada na Comunidade Económica Europeia, mesmo recebendo milhões em fundos perdidos (sem necessidade de reembolso), o primeiro-ministro Cavaco Silva não conseguiu equilibrar as contas do Estado e “subornou” funcionários públicos com um sistema retributivo que veio a integrar o que hoje designamos de “Monstro”? Onde estavam vocês quando o primeiro-ministro Guterres assumiu paixão pela Educação e fez crescer o número de cursos superiores inúteis? Onde estavam vocês quando o primeiro-ministro Durão Barroso disse que “o país está de tanga” e as únicas soluções que encontrou para baixar o défice foram receitas extraordinárias? Onde estavam vocês quando o primeiro-ministro Sócrates, tendo em mãos uma crise orçamental, decidiu gastar ainda mais? Onde estavam vocês quando se decidiu esbanjar centenas de milhões no Centro Cultural de Belém, Expo 98, Euro 2004, SCUT, TGV, aeroporto de Beja, metros de Lisboa e Porto, Casa da Música, computadores Magalhães, Rendimento Social de Inserção, Parque Escolar, etc. etc. etc. e etc? Onde estavam vocês quando, nas eleições do ano passado, nenhum partido político concretizou, nos seus programas eleitorais, as medidas necessárias para o Estado reduzir o défice e pagar o empréstimo da “troika”?

Durante décadas os governantes fizeram vida de país rico e – agora que chegou a factura – vocês querem mandar a “troika” às urtigas? Tudo bem! Mas discutam, primeiro, quais devem ser as medidas para, já no próximo ano, fazer reduzir o défice a zero. Sim ZERO, porque, fora a “troika”, mais ninguém empresta dinheiro ao Estado português.

E não venham apenas com medidazinhas de taxar mais os ricos ou cortar nos benefícios dos políticos! Para reduzir o défice de cerca de 8.000.000.000 euros é necessário aumentar impostos à classe média e/ou (a minha opção!) cortar drasticamente nas despesas do Estado. Ahhh, e ficam já avisados que a maior parte da Despesa Pública recai nos ministérios da Educação, Saúde e Segurança Social.

Nota: também têm a opção de sair do euro e desvalorizar rapidamente a nova moeda; tem o mesmo efeito que a actual redução real dos salários e continua-se a adiar as reformas…

Somos, em Portugal, a geração mais instruída de sempre? Então, antes de saírem à rua, tenham a necessária discência de fazer todas as contas de somar e subtrair."
-ministro Mário Soares teve de pedir ajuda ao FMI para pagar as contas? Onde estavam vocês quando, em 1983, o primeiro-ministro Mário Soares pediu empréstimo ao FMI, aumentou impostos e desvalorizou o escudo sem fazer as necessárias reformas estruturais? Onde estavam vocês quando, depois da entrada na Comunidade Económica Europeia, mesmo recebendo milhões em fundos perdidos (sem necessidade de reembolso), o primeiro-ministro Cavaco Silva não conseguiu equilibrar as contas do Estado e “subornou” funcionários públicos com um sistema retributivo que veio a integrar o que hoje designamos de “Monstro”? Onde estavam vocês quando o primeiro-ministro Guterres assumiu paixão pela Educação e fez crescer o número de cursos superiores inúteis? Onde estavam vocês quando o primeiro-ministro Durão Barroso disse que “o país está de tanga” e as únicas soluções que encontrou para baixar o défice foram receitas extraordinárias? Onde estavam vocês quando o primeiro-ministro Sócrates, tendo em mãos uma crise orçamental, decidiu gastar ainda mais? Onde estavam vocês quando se decidiu esbanjar centenas de milhões no Centro Cultural de Belém, Expo 98, Euro 2004, SCUT, TGV, aeroporto de Beja, metros de Lisboa e Porto, Casa da Música, computadores Magalhães, Rendimento Social de Inserção, Parque Escolar, etc. etc. etc. e etc? Onde estavam vocês quando, nas eleições do ano passado, nenhum partido político concretizou, nos seus programas eleitorais, as medidas necessárias para o Estado reduzir o défice e pagar o empréstimo da “troika”?

Durante décadas os governantes fizeram vida de país rico e – agora que chegou a factura – vocês querem mandar a “troika” às urtigas? Tudo bem! Mas discutam, primeiro, quais devem ser as medidas para, já no próximo ano, fazer reduzir o défice a zero. Sim ZERO, porque, fora a “troika”, mais ninguém empresta dinheiro ao Estado português.

E não venham apenas com medidazinhas de taxar mais os ricos ou cortar nos benefícios dos políticos! Para reduzir o défice de cerca de 8.000.000.000 euros é necessário aumentar impostos à classe média e/ou (a minha opção!) cortar drasticamente nas despesas do Estado. Ahhh, e ficam já avisados que a maior parte da Despesa Pública recai nos ministérios da Educação, Saúde e Segurança Social.

Nota: também têm a opção de sair do euro e desvalorizar rapidamente a nova moeda; tem o mesmo efeito que a actual redução real dos salários e continua-se a adiar as reformas…

Somos, em Portugal, a geração mais instruída de sempre? Então, antes de saírem à rua, tenham a necessária discência de fazer todas as contas de somar e subtrair."

 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O injuriado protetorado do séc. XXI

Em tempos, o mundo foi pautado por uma incessante procura de subjugação e domínio. Os estados mais fortes subjugavam os mais fracos, sendo o controlo de políticas internas e o estabelecimento de políticas comerciais favoráveis algumas das mais-valias. Uma relação que nunca foi pacifica, principalmente quando o estado mais fraco procura a independência. Aconteceu diversas vezes ao longo da História Mundial. Recordo a subjugação britânica da India que só cessou ao fim de séculos com a política da “não violência” de Ghandi.

Falo disto, porque me preocupa se materialmente Portugal é hoje um protetorado das instâncias credoras? Parece-me que sim, não me lembro da última vez que vi a soberania, sem ser na Constituição da Republica Portuguesa! Esta situação, não parece ter fim. Os sucessivos governos de “privilégios para todos” que passaram por Portugal, colocaram-nos nesta situação e agora não parece haver alternativa ao corte. Mas o que é que acontece quando nem as políticas de corte parecem resultar? Afinal onde esta o nosso Ghandi?

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Quando...

Quando os jornalistas procuram a polémica em vez da verdade. Quando muitos políticos colocam os seus interesses pessoais à frente do bem comum. Quando as pessoas se demitem e desistem da causa social, em vez de lutarem por ela. Quando as militâncias partidárias são feitas de interesses, em vez de união. Quando os jovens de hoje, saem mais á noite do que estudam e deixam de pensar no seu futuro. Quando o cidadão não se interessa mais pela sociedade e afirma que tudo esta mal, mas nada faz para mudar isso. Ai nós entendemos que a crise de hoje é, mais que tudo, uma crise de valores. E desta todos nós somos culpados!