Ao fim de 21 meses Portugal
voltou aos mercados. Passámos o primeiro teste, cuja possibilidade surgiu não
só da conjuntura positiva dos mercados, mas também, da forma como temos
trabalhado no reequilíbrio das contas públicas e demonstrado isso lá fora. Portugal,
emitiu 2 mil milhões de euros de dívida (em obrigações do tesouro) com
maturidade de 5 anos. O chamado “leilão sindicado”, contou com as instituições
financeiras: Deutsche Bank, Barclays, Morgan Stanley e o português Banco Espírito Santo, sendo que ao fim
do dia manifestou-se uma procura na ordem dos 12 mil milhões - pelo que
consegui apurar nos jornais de hoje. Tal facto, significa que os “mercados confiam e
Portugal” e que em principio, não será necessário negociar mais uma nova
tranche com a troika - que só cá
estava por falta de compradores da dívida portuguesa. Esta vontade de comprar a
dívida portuguesa, manifestar-se-á numa melhoria dos ratings, sendo que os juros das instancias financeiras reduzirão e,
portanto, o dinheiro será mais barato, ganhando, por isso, Portugal o poder de
negociação com a troika sobre o conteúdo
das medidas adotadas - pois talvez não seja necessário mais dinheiro. Estamos, de
facto, a dar o - tão aguardado - primeiro passo para nos despedirmos do memorando de ajuda externa.