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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Regresso aos mercados

Ao fim de 21 meses Portugal voltou aos mercados. Passámos o primeiro teste, cuja possibilidade surgiu não só da conjuntura positiva dos mercados, mas também, da forma como temos trabalhado no reequilíbrio das contas públicas e demonstrado isso lá fora. Portugal, emitiu 2 mil milhões de euros de dívida (em obrigações do tesouro) com maturidade de 5 anos. O chamado “leilão sindicado”, contou com as instituições financeiras: Deutsche Bank, Barclays, Morgan Stanley e o português Banco Espírito Santo, sendo que ao fim do dia manifestou-se uma procura na ordem dos 12 mil milhões - pelo que consegui apurar nos jornais de hoje. Tal facto, significa que os “mercados confiam e Portugal” e que em principio, não será necessário negociar mais uma nova tranche com a troika - que só cá estava por falta de compradores da dívida portuguesa. Esta vontade de comprar a dívida portuguesa, manifestar-se-á numa melhoria dos ratings, sendo que os juros das instancias financeiras reduzirão e, portanto, o dinheiro será mais barato, ganhando, por isso, Portugal o poder de negociação com a troika sobre o conteúdo das medidas adotadas - pois talvez não seja necessário mais dinheiro. Estamos, de facto, a dar o - tão aguardado - primeiro passo para nos despedirmos do memorando de ajuda externa.