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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Acredito

Sim, por vezes a natureza do homem é destrutiva, mas eu acredito que por trás desse carácter destrutivo e maldoso, exista vontade, vontade de amar, vontade de criar amizades, vontade de pacificar e ver o mundo a trabalhar em conjunto para um objetivo, sem distinções de raça, de cor, de ideologias partidárias e de religiões. Acredito que juntos conseguimos, se verdadeiramente quisermos. Talvez esta seja a visão de um jovem ingénuo que ainda pouco sabe sobre a vida, mas eu tenho este sonho e acredito que se todos sonharmos um pouco com isto, conseguimos ir longe. Acredito pois que a vontade move barreiras, obstáculos e que com ela podemos tornarmo-nos verdadeiramente seres humanos e nesse momento toda a nossa essência há muito escondida virá ao de cima, iluminando o mundo uma vez mais, onde a paz e o amor andarão de mãos dadas percorrendo o caminho que é a vida.

 Eu acredito e tu?

domingo, 9 de outubro de 2011

Mais uma vitoria do líder Madeirense

Alberto João Jardim, lider do PSD Madeira, ganhou de novo as eleições legislativas regionais. Jardim prepara-se assim para somar mais 4 anos a sua longa permanência junto do governo regional, que já alcança os 33 anos. É apesar de uma vitória, uma vitória pouco agradável, marcada pelo desânimo e frieza facilmente identificáveis no “discurso A” do líder. Uma vitória pouco agradável, pois apesar da maioria absoluta no parlamento com 25 deputados, somente alcançou 48,5% dos votos o que representa uma forte decadência comparada com os anos transatos. Sinceramente não sei o que esperar desta liderança. Jardim, creio eu, estava habituado a governar sem contenções, politicas de grandes obras e grandes regimes sociais, agora espera-se que deixe a individualidade de lado e cumpra com respeito e dignidade o plano de austeridade do qual esperamos sair um Portugal melhor e mais forte. Esta na altura de todos entendermos que somos um povo – o povo Português- e para isso em conjunto temos de trabalhar, sem mais benefícios para uns do que para outros, sem mais discrepâncias das ilhas para o continente. Esperemos que os líderes entendam que esta vitória é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada e que por isso há que trabalhar numa mudança de atitude em termos da gestão financeira do país. E termino com duas perguntas, será que se vão entender? Será que Portugal vai finalmente ressurgir?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Promessas?

Cresci a ouvir “Prometo aqui hoje!”, “Eu prometo”, “Esta prometido”.Tudo isto seria normal se não se tratasse o assunto de algo não tão linear e complexo até como o mundo da política. Mas pelos vistos, mesmo os políticos sabendo que muitas vezes as coisas não correm como o esperado,  mesmo sabendo que as coisas não dependem só deles e que não passam de meros agentes de mudança de acordo com uma maior vontade que se vai impondo, eles continuam a prometer a garantir e a assegurar, transformando a promessa em nada mais nada menos do que uma ferramenta demagógica. Sim, certamente que um idoso que recebe uma pensão de 150 euros prefere ouvir um “Esta prometido que este governo vai fazer um plano de reformas, para as pessoas de idade conseguirem obter os seus medicamentos sem tantos custos.” A ouvir um “ Vamos trabalhar para conseguirmos instaurar um plano para facilitar a aquisição de medicamentos pelos idosos.”. É também certo que este não é o melhor exemplo que poderia referir, pois a este juntam-se dezenas de milhares de pessoas, de outras classes e dos mais variados ramos e idades que preferem ouvir como o tal idoso um “Eu prometo” a um “Vamos Trabalhar”. Depois, como seria de esperar, com tantas promessas aqui e ali muitas acabam por não se cumprir e depois ocorrem os tais “escândalos” que fazem capas e contra capas de revistas e jornais onde muitas vezes se lê “E nada fazia prever esta trágica mudança, agora o outrora prometido para ontem foi adiado para o próximo ano.”, e ai as pessoas ficam muito espantadas e chocadas com o incumprimento daquela promessa. Ora aqui fica a minha deixa, senhores eleitores a política não se promete, pois somos todos nós que a fazemos e ninguém pode prometer a vontade das pessoas. E senhores do “poder” deixem de prometer, pois só espero que haja ainda um que com verdade nas palavras vos arrume e embrulhe nas vossas promessas, que em nada facilitam e ajudam a uma inteira visão do real e actual.

sábado, 18 de junho de 2011

O sonho de mudança

O Governo de Passos Coelho vai contar com 11 ministros, a combater os 16 de José Sócrates. Sabe-se agora, que é o terceiro Governo com gente mais jovem desde o 25 de Abril de 1974. Passaram-se trinta e sete anos, desde a grande revolução, a tão hoje falada e antigamente sonhada revolução, que iria acabar com a pobreza, com a guerra, com a censura, com a ditadura, com a diferença social e privação de liberdade.

É certo que acabou com algumas destas coisas, mas outras apareceram… Então o povo Português esqueceu-se! Esqueceu-se de tudo o que sofreu, para ter aceso à realidade da Democracia e trocou a Guerra Colonial pela guerra agressiva dos políticos, trocou a terrível censura pela corrupção exacerbada, trocou a ditadura por guerras de cores partidárias e não bastando, trocou o seu desejo liberdade pela abstenção. Sim os tempos são outros, não há PIDE, há policia que se senta na esquadra longe dos direitos e deveres dos cidadãos. Há pessoas que não votam porque não acreditam na politica ideológica que não vêm nem sentem. Continuam a haver diferenças sociais, e apesar de bem camuflada a falta de liberdade e maus-tratos escondem-se em cada canto.

Os Portugueses esqueceram-se o que nos custou a imposição à Ditadura, o sangue derramado, as pessoas torturadas e abusadas, as lágrimas choradas e todos os desgostos e desilusões. E a corrupção foi se alastrando, bem como a falta de vontade de mudança e de inovação. E os políticos foram envelhecendo e ficando, tornando-se escravos, muitas vezes de pensamentos que não seus, ideologias que durante anos não foram repensadas nem contestadas. E por isso hoje, Portugal despediu-se dos antigos governantes na esperança de dizer adeus aos antigos problemas. E por isso hoje, o governo é constituído por 11 ministros que apesar de jovens, espero que tragam toda a “coragem, mudança e renovação” de que Paulo Portas falou e eu falo também. Espero então, que seja não só um novo dia, mas uma nova era, uma era que não seja baseada em distinções de lados políticos, medidas não cumpridas e ataques. Espero que seja uma era, onde os Portugueses acordem e vejam que esta é a oportunidade, esta é a mudança de que precisamos este é o impulso para levantar todos os Portugueses da sua desejada cidadania e sociedade e fazer algo por isso, pois só todos nós conseguimos, só todos juntos venceremos!