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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Dia da Defesa Nacional – Necessidade ou Obrigação ?

Começo este breve texto, por dizer que há já algum tempo que tenho esperado pelo momento certo para poder escrever sobre tal dia, coisa que só agora faz sentido uma vez que hoje foi o meu dia da Defesa Nacional.

A Defesa Nacional, é muito mais que o papel das Forças Armadas. É na verdade um valor pelo qual devemos pautar as nossas condutas no dia-a-dia. Pois é um valor que se exercido só poderá enaltecer a nossa Nação e isso certamente nos deixará orgulhosos. A Defesa Nacional, não se trata de fazer umas flexões ou passear fardado com uma arma nas mãos. É mais que isso, é ajudar os mais necessitados fazendo voluntariado. É fazer parte da nossa Democracia, indo votar e dar a nossa opinião nas assembleias municipais e de freguesia. É ser tolerante com os outros, respeitador das regras e bondoso para com a comunidade. A Defesa Nacional é esta abrangência de deveres, que nos torna verdadeiros cives.

O dia da Defesa Nacional, não pode ser visto como uma obrigação, mas sim como uma necessidade, como um desejo que deve ser tido por todos os jovens, sem o qual a tarefa de alcançar uma sociedade mais unida e humana se tornará mais difícil. É por isso imperioso desde já, deixar de ver este dia como uma tarefa obrigatória intrínseca ao nosso " viver em sociedade" na qual se conta as horas para que acabe, mas sim torná-lo no início de uma atitude mais consciente, mais interessada e mais cívica na vida em sociedade.

Creio, apesar de todo o mérito que o dia teve, que este deve ser antecipado um ano, uma vez que a maior parte dos jovens nesse dia já estão no ensino universitário e as informações de entrada para as Forças Armadas são já, para muitos, tardias. Ao que parece, tem que ver com a maior facilidade burocrática, “nessa altura” os jovens que se deslocam à base militar para a qual foram convocados a cumprir este dever, “são já maiores de idade”. Contudo deixo aqui, como deixei aos militares que nos acompanharam neste dia a essencialidade de o dia ser feito no secundário, uma vez que é certamente esse, o ano em que os esclarecimentos em termos do ingresso para as Forças Armadas são mais necessários.

Não me querendo alongar muito, incito desta forma, a que se veja este dia como uma oportunidade, uma oportunidade que se for de facto aproveitada e seguida de uma introspeção sobre o tratado nesse dia, pode ser bastante útil na mudança de mentalidade dos  jovens e importante na alteração da hierarquia de valores pela qual estes se estão a pautar.

domingo, 13 de maio de 2012

Cabe-nos a nós!


Vamos enfrentar isto! Estou certo! Para tal pensemos um pouco, para além de simplesmente agirmos sem o fazer, reparemos para além de simplesmente vermos, planeemos para além de simplesmente atuarmos. Sejamos sinceros, sim é fácil falar, mas somos capazes e acredito profundamente que a força para passar todas as crises se encontra mais nos jovens cheios de vontade de mudança do que nos economistas e gestores cansados da infindável análise dos números. Somos mais que isso, números. Somos pessoas únicas e irrepetíveis, com vontades, sonhos e ambições próprias. E creio que delas, por mais difíceis que pareçam de realizar, não nos devemos demitir. Sei que muitas vezes não é fácil, mas cabe-nos a nós hoje decidir como queremos ser relembrados no futuro, e não digo isto por o que os nossos filhos irão pensar de nós, mas sim o que iremos pensar de nós próprios. Queremos nós ser recordados como os jovens que se levantaram do sofá, saíram da área de conforto, uniram-se em grupos, associações, clubes, equipas e foram para a rua ver a realidade e tentar mudá-la. Queremos ser os jovens que se voluntariaram, e criaram um espírito de trabalho em prol de um ideal comum - o ajudar a sociedade - ou os jovens que se demitiram de sair para ajudar as pessoas e que continuaram a não olhar para mais lado algum que o seu umbigo? Cabe-nos a nós decidir. Cabe-nos a nós mudar. Há sempre uma hipótese, uma escolha e essa cabe-nos a nós jovens.