Vamos enfrentar isto! Estou
certo! Para tal pensemos um pouco, para além de simplesmente agirmos sem o
fazer, reparemos para além de simplesmente vermos, planeemos para além de
simplesmente atuarmos. Sejamos sinceros, sim é fácil falar, mas somos capazes e
acredito profundamente que a força para passar todas as crises se encontra mais
nos jovens cheios de vontade de mudança do que nos economistas e gestores
cansados da infindável análise dos números. Somos mais que isso, números. Somos
pessoas únicas e irrepetíveis, com vontades, sonhos e ambições próprias. E
creio que delas, por mais difíceis que pareçam de realizar, não nos devemos
demitir. Sei que muitas vezes não é fácil, mas cabe-nos a nós hoje decidir como
queremos ser relembrados no futuro, e não digo isto por o que os nossos filhos
irão pensar de nós, mas sim o que iremos pensar de nós próprios. Queremos nós ser
recordados como os jovens que se levantaram do sofá, saíram da área de conforto,
uniram-se em grupos, associações, clubes, equipas e foram para a rua ver a
realidade e tentar mudá-la. Queremos ser os jovens que se voluntariaram, e criaram
um espírito de trabalho em prol de um ideal comum - o ajudar a sociedade - ou
os jovens que se demitiram de sair para ajudar as pessoas e que continuaram a
não olhar para mais lado algum que o seu umbigo? Cabe-nos a nós decidir.
Cabe-nos a nós mudar. Há sempre uma hipótese, uma escolha e essa cabe-nos a nós
jovens.