A minha intolerância manifesta-se com mais e
mais veemência, com o acumular de tudo o que passa no país e é demostrado na
comunicação social. Pergunto-me se as pessoas que se manifestam contra este
Governo e contra a Troika sabem o porquê do País estar neste estado? Aliás, não
vejo o porquê de não de elencar algumas questões, na tentativa de consciencializar
algumas mentes iludidas.
Comecemos…
Sabia que este modelo de Estado Social foi criado numa altura em
que havia 28 idosos por 100 jovens e que hoje existem 119 idosos por 100
jovens?
Sabia que em 1970 havia cerca de 250.000 pensionistas e hoje há
para cima de 3.500.000?
Sabia que as despesas com a segurança social em 1970 eram 2.9% do
PIB e em 2010 eram de 13.4%?
Sabia que 1970 estávamos a crescer cerca de 6% do PIB e hoje a
nossa economia simplesmente não cresce?
Sabia que o índice sintético de fecundidade era 3.0% em 1970 e
hoje é 1.32% ?
Sabia que a corrupção em Portugal têm aumentado muito ao longo dos
tempos e que 57.9% dos processos de corrupção são arquivados por insuficiência
de indícios probatórios quanto ao crime? Sabia que parte da culpa do aumento da
corrupção é dos cidadãos que se demitiram da política e do seu consequente
dever de intervir no processo político?
Sabia que a Bélgica afirmou não ter condições para apresentar oito
estádios para o Euro 2000 e a opção foi unir-se à Holanda, contribuindo cada
país com quatro? Sabia que o nosso PIB, era inferior ao dos países em questão e
construímos 10 estádios para o euro 2004 e que muitos desses estádios estão
agora à venda?
Sabia que os altos juros da dívida que teremos de pagar ao
credores, são fruto do descrédito financeiro em que o nosso pais entrou depois
das sucessivas política do Eng. José Sócrates?
Sabia que foi em 2007 durante o governo do Sr. Engenheiro, que foi
criada a Parque escolar? E que em 2011 o Tribunal de Contas estimava que esta
empresa teria contraído mais de 1.150 milhões de euros de dívida, porque o ministro
Teixeira dos Santos nunca fixara limites de endividamento?
Sabia que o pass sub23 do Metropolitano de Lisboa
chegou a custar 30 cêntimos por dia e que agora custa 1.16 cêntimo e apesar
disso a empresa vai continuar a dar prejuízo?
Sabia que o nosso salario mínimo, as reformas, os subsídios nunca
corresponderam ao que de facto poderíamos receber de um estado que se encontra
moribundo?
Sabia que até 2014 o Estado Português se encontra vinculado ao
memorando com a Troika que têm de cumprir se quer equilibrar as suas contas
públicas? Sabia que a hipótese de “mandar a troika fora” do ponto de vista
financeiro seria uma catástrofe, que poderia levar à nossa saida do Euro?
Sabia que muitas das medidas hoje implementadas, constam no
memorando da Troika? Sabia que do cumprimento desse memorando e da
implementação dessas medidas depende o nosso financiamento?
De facto, estas questões dão que pensar. O povo português
revolta-se e manifesta-se contra a Troika, porque nos estão a sustentar! E
revolta-se contra o governo porque está a cortar, no que durante anos nunca
ninguém teve a coragem de cortar! Ninguém gosta de austeridade, ninguém gosta
de perder os benefícios, de ser cortado nos salários ou de ver os impostos
aumentar, contudo chegou a altura de cortar e de se parar com a política do
gastar mais do que temos! Como certamente percebemos o modelo do
keynesianismo esgotou-se, precisamos de novas soluções e de um novo modelo de
estado! Precisamos desta discussão, mais do que todas as que se têm tido em
Portugal nos últimos tempos!
-ministro
Mário Soares teve de pedir ajuda ao FMI para pagar as contas? Onde estavam
vocês quando, em 1983, o primeiro-ministro Mário Soares pediu empréstimo ao
FMI, aumentou impostos e desvalorizou o escudo sem fazer as necessárias
reformas estruturais? Onde estavam vocês quando, depois da entrada na
Comunidade Económica Europeia, mesmo recebendo milhões em fundos perdidos (sem
necessidade de reembolso), o primeiro-ministro Cavaco Silva não conseguiu
equilibrar as contas do Estado e “subornou” funcionários públicos com um
sistema retributivo que veio a integrar o que hoje designamos de “Monstro”?
Onde estavam vocês quando o primeiro-ministro Guterres assumiu paixão pela
Educação e fez crescer o número de cursos superiores inúteis? Onde estavam vocês
quando o primeiro-ministro Durão Barroso disse que “o país está de tanga” e as
únicas soluções que encontrou para baixar o défice foram receitas
extraordinárias? Onde estavam vocês quando o primeiro-ministro Sócrates, tendo
em mãos uma crise orçamental, decidiu gastar ainda mais? Onde estavam vocês
quando se decidiu esbanjar centenas de milhões no Centro Cultural de Belém,
Expo 98, Euro 2004, SCUT, TGV, aeroporto de Beja, metros de Lisboa e Porto,
Casa da Música, computadores Magalhães, Rendimento Social de Inserção, Parque
Escolar, etc. etc. etc. e etc? Onde estavam vocês quando, nas eleições do ano
passado, nenhum partido político concretizou, nos seus programas eleitorais, as
medidas necessárias para o Estado reduzir o défice e pagar o empréstimo da
“troika”?
Durante décadas os governantes fizeram vida de país rico e – agora que chegou a
factura – vocês querem mandar a “troika” às urtigas? Tudo bem! Mas discutam,
primeiro, quais devem ser as medidas para, já no próximo ano, fazer reduzir o
défice a zero. Sim ZERO, porque, fora a “troika”, mais ninguém empresta
dinheiro ao Estado português.
E não venham apenas com medidazinhas de taxar mais os ricos ou cortar nos
benefícios dos políticos! Para reduzir o défice de cerca de 8.000.000.000 euros
é necessário aumentar impostos à classe média e/ou (a minha opção!) cortar
drasticamente nas despesas do Estado. Ahhh, e ficam já avisados que a maior
parte da Despesa Pública recai nos ministérios da Educação, Saúde e Segurança
Social.
Nota: também têm a opção de sair do euro e desvalorizar rapidamente a nova
moeda; tem o mesmo efeito que a actual redução real dos salários e continua-se
a adiar as reformas…
Somos, em Portugal, a geração mais instruída de sempre? Então, antes de saírem
à rua, tenham a necessária discência de fazer todas as contas de somar e
subtrair."
-ministro Mário Soares teve de pedir ajuda ao FMI para pagar as contas?
Onde estavam vocês quando, em 1983, o primeiro-ministro Mário Soares pediu
empréstimo ao FMI, aumentou impostos e desvalorizou o escudo sem fazer as
necessárias reformas estruturais? Onde estavam vocês quando, depois da entrada
na Comunidade Económica Europeia, mesmo recebendo milhões em fundos perdidos
(sem necessidade de reembolso), o primeiro-ministro Cavaco Silva não conseguiu
equilibrar as contas do Estado e “subornou” funcionários públicos com um
sistema retributivo que veio a integrar o que hoje designamos de “Monstro”?
Onde estavam vocês quando o primeiro-ministro Guterres assumiu paixão pela
Educação e fez crescer o número de cursos superiores inúteis? Onde estavam
vocês quando o primeiro-ministro Durão Barroso disse que “o país está de tanga”
e as únicas soluções que encontrou para baixar o défice foram receitas
extraordinárias? Onde estavam vocês quando o primeiro-ministro Sócrates, tendo
em mãos uma crise orçamental, decidiu gastar ainda mais? Onde estavam vocês
quando se decidiu esbanjar centenas de milhões no Centro Cultural de Belém,
Expo 98, Euro 2004, SCUT, TGV, aeroporto de Beja, metros de Lisboa e Porto,
Casa da Música, computadores Magalhães, Rendimento Social de Inserção, Parque
Escolar, etc. etc. etc. e etc? Onde estavam vocês quando, nas eleições do ano
passado, nenhum partido político concretizou, nos seus programas eleitorais, as
medidas necessárias para o Estado reduzir o défice e pagar o empréstimo da
“troika”?
Durante décadas os governantes fizeram vida de país rico e – agora que chegou a
factura – vocês querem mandar a “troika” às urtigas? Tudo bem! Mas discutam,
primeiro, quais devem ser as medidas para, já no próximo ano, fazer reduzir o
défice a zero. Sim ZERO, porque, fora a “troika”, mais ninguém empresta
dinheiro ao Estado português.
E não venham apenas com medidazinhas de taxar mais os ricos ou cortar nos
benefícios dos políticos! Para reduzir o défice de cerca de 8.000.000.000 euros
é necessário aumentar impostos à classe média e/ou (a minha opção!) cortar
drasticamente nas despesas do Estado. Ahhh, e ficam já avisados que a maior
parte da Despesa Pública recai nos ministérios da Educação, Saúde e Segurança
Social.
Nota: também têm a opção de sair do euro e desvalorizar rapidamente a nova
moeda; tem o mesmo efeito que a actual redução real dos salários e continua-se
a adiar as reformas…
Somos, em Portugal, a geração mais instruída de sempre? Então, antes de saírem
à rua, tenham a necessária discência de fazer todas as contas de somar e
subtrair."