A
relação das pessoas com a política em muito se assemelha a um jogo de futebol.
No início à uma grande mobilização para acreditar, no fim da primeira parte,
deixa-mos nos ir a baixo, tornamo-nos mais sépticos e só queremos que marquem
um golo, no fim percebemos que o jogo afinal foi uma perda de tempo, a nossa
equipa perdeu e jogou mal, demitimo-nos de acreditar e chamamos nomes aos
jogadores. E o que acontece, num próximo jogo? Voltamos a acreditar e
consequentemente a deixar de acreditar, chamamos nomes aos jogadores e dizemos
que até nos marcávamos aquele golo. Tal como com o futebol, na política
qualquer pessoa é capaz de fazer melhor, mas quem diz tal coisa, demitiu-se
dela, bem como, deixou de acreditar na vitória da equipa. Somos um povo de
pequenos momentos de interesse e de dedicação, não conseguimos acreditar em
nada, do princípio ao fim. Mandam-nos ao chão e “para nos levantarmos é que é o
elas”! Acabamos por não nos afincarmos em nada, acabamos por criar novos
objetivos por os antigos nunca mais serem alcançados, desistimos dos outros,
como desistimos de nós! Talvez, se acreditarmos até ao fim, se passarmos a ver
um “pontapé livre” como uma tentativa de chegar á vitória em vez de mais um
falhanço, conquistemos algo maior, do que ao que temos conquistado.