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sábado, 30 de junho de 2012

Uma metáfora política

A relação das pessoas com a política em muito se assemelha a um jogo de futebol. No início à uma grande mobilização para acreditar, no fim da primeira parte, deixa-mos nos ir a baixo, tornamo-nos mais sépticos e só queremos que marquem um golo, no fim percebemos que o jogo afinal foi uma perda de tempo, a nossa equipa perdeu e jogou mal, demitimo-nos de acreditar e chamamos nomes aos jogadores. E o que acontece, num próximo jogo? Voltamos a acreditar e consequentemente a deixar de acreditar, chamamos nomes aos jogadores e dizemos que até nos marcávamos aquele golo. Tal como com o futebol, na política qualquer pessoa é capaz de fazer melhor, mas quem diz tal coisa, demitiu-se dela, bem como, deixou de acreditar na vitória da equipa. Somos um povo de pequenos momentos de interesse e de dedicação, não conseguimos acreditar em nada, do princípio ao fim. Mandam-nos ao chão e “para nos levantarmos é que é o elas”! Acabamos por não nos afincarmos em nada, acabamos por criar novos objetivos por os antigos nunca mais serem alcançados, desistimos dos outros, como desistimos de nós! Talvez, se acreditarmos até ao fim, se passarmos a ver um “pontapé livre” como uma tentativa de chegar á vitória em vez de mais um falhanço, conquistemos algo maior, do que ao que temos conquistado.