Hoje recordamos um dia especial para a nossa história. Recordar um dia, não
é nada mais que tentar revivê-lo, seja através de textos, de músicas, de filmes
ou de uma qualquer outra arte. Recordar um dia é dar-lhe importância, é não só
dizer o quão relevante foi, mas dar graças por ter acontecido. Na sociedade de
hoje temos este ritual de recordar dias. Uns mais importantes outros menos, uns
com história outros nem por isso, de todo o modo, a maioria destes dias é digna
de uma sessão solene algures num local também ele solene.
Também eu gosto de recordar dias. Na verdade, considero este exercício
bastante interessante. Seja ou não feriado, recordo o dia, a época e o porquê.
Há quem não consiga fazer isto por julgar necessário para esta actividade de
lazer estarem reunidas todas as condições, nomeadamente: sol, pouco vento e ser
feriado, claro está.
Cento e quatro anos depois, Portugal mudou tanto que não acreditamos ainda
serem vivas pessoas que nasceram nesta época. Este exercício é de facto
interessante. Não fosse o ultimatum, os gastos do erário público, o rotativismo
político e a instabilidade social e política e ainda teríamos uma Monarquia.
Curiosamente essas parecem ser hoje as mesmas razões porque ainda temos uma
República. Estou convencido que este é a lógica dos Monárquicos meus
conhecidos: optarem pelo “melhor dos piores”, corrijam-se se estiver errado.
Enfim, da última vez que li o Portugal e o Futuro de Spínola, parecia
que o livro tinha saído ontem, agora vejo que também a primeira República
parece ter nascido há poucas horas, ainda assim já houve tempo para construir
três. Mas o que é esta terceira República? Claro que é a República da
preocupação social, da inovação tecnológica, do empreendedorismo, da
globalização, da economia mundial e tudo mais. Infelizmente, também é a
República do desemprego, da crise, da dívida e da instabilidade política e
social. Afinal que República é esta?
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