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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Férias!?


Pasmo-me quando o primeiro-ministro tem de negociar com os jornalistas um momento para as fotografias, para que o deixem “gozar as férias com tranquilidade”. A inoportunidade despicienda dos jornalistas a atacarem os membros do governo em férias é tanto inadmissível, como um ataque ao bom senso! Não falo de uma pontual notícia sobre o assunto, imperiosa para satisfazer a “cusquice” tipicamente portuguesa. Agora uma constante “massa jornalística” insistente e sedente por comentários e fotografias é, manifestamente, excessivo!

A “polémica das férias” dos governantes é também algo tipicamente português, o “Zé” tem uma necessidade constante de saber o que os “da televisão” fazem, quando fazem e como fazem. E para além disso, como se não bastassem as manchetes de jornais e dispêndio de tempo televisivo com tais insignificâncias, surgem comentários como o primeiro-ministro “está de férias com o dinheiro dos pobres”. Acrescento ainda a ilustre e notável contribuição de uma vendedora que disse qualquer coisa como: “15 guarda-costas? Não percebo para que é que ele precisa daquilo! Eu não tenho 15 guarda-costas, o que é que ele é mais que eu?”. Não posso deixar sem resposta, esta nobre cidadã que tanto contribuiu para os canais sensacionalistas portugueses. Vejamos, este governo, foi responsável pelo corte dos subsídios de férias e de Natal, aumentou as taxas moderadoras, reduziu os inacreditáveis benefícios dos transportes, como o metro de Lisboa (que chegava a custar, a alguns, 30 cêntimos por dia), cortou nos orçamentos das autarquias (área a ser reformada), aumentou os impostos e prepara-se para cortar algumas inacreditáveis fundações. Cortes duros para reduzir a “gordura do estado” e reformar um estado social impossível de subsistir. Certamente que estas senhora preferia continuar com os seus “direitos adquiridos”, mas estes, não passaram de uma miragem e agora é tempo de ver a realidade. Então, uma vez que o primeiro-ministro teve de se sujeitar às medidas impopulares que, embora necessárias, enfurecem os cidadãos, talvez ele precise mais dos seguranças do que a senhora, que se chatear os seus clientes com um aumento de preços, estes simplesmente mudam de banca!