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domingo, 26 de fevereiro de 2012

O dilema

Acho, no mínimo, curioso fazerem-se manchetes de jornal sobre a grande e prudente questão: “Água de garrafa ou de torneira servida em jarros?” e acho ainda mais interessante esse assunto não só gerar polémica mas como também afincadas discussões!

Se me recordo tudo começou com uma proposta para ali: “E que tal água da torneira?”, seguida de resposta para acolá: “Nem pensar, o custo será maior que o das águas engarrafadas!” e então discute-se e entra a ciência matemática em que o senhor Zé se baseia para fazer as contas dos poucos clientes da sua mercearia. Bom, jarros+ água da torneira+ mais pessoal para encher jarros e para os servir = a uma grande dor de cabeça para qualquer leitor e cidadão português. Mas para quê discutir quanto custam os jarros e somar a água e o trabalho do pessoal? Contas, contas e mais contas e o leitor pensa “mas o que é isto?”. Há pessoas a viver nas ruas, a tendência para o roubo aumenta, bem como o sufoco orçamental. As pessoas olham em redor e vêm menos emprego, produtos mais caros e menos dinheiro para os comprar e discutem-se a águas dos senhores Deputados? Caros deputados, no meio de tantos jarros aqui fica uma sugestão para fazer face a tamanha problemática, e que tal cada um levar a sua “garrafinha” de casa? Pode ser que assim ao menos o senhor Zé, ganhe mais uns clientes na mercearia.

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